quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Seqüestro de carbono por indústrias de celulose reduz efeitos do aquecimento global


Relatório divulgado pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), nesta terça-feira (19/08), durante a Asia Pacific Forest Industries Climate Change Conference, realizada em Sydney, na Austrália, mostra que as florestas plantadas das indústrias de celulose e papel no Brasil absorvem três vezes mais gás carbônico (CO2) do que emitem.

De acordo com Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Bracelpa, esse será um dos principais pontos que a entidade utilizará para a inclusão das florestas plantadas nas negociações do futuro do Protocolo de Kyoto, a partir de 2012, permitindo que empresas do setor negociem créditos de carbono no âmbito das Organizações das Nações Unidas.

No Brasil, segundo a instituição, as florestas de eucalipto crescem, em média, em sete anos, ciclo muito curto se comparado a outros países, nos quais a média é de 14 anos. "E é na fase de crescimento que essa floresta seqüestra mais gás carbônico, cerca de 170 toneladas por hectare ao ano. Depois, a absorção se reduz e se estabiliza", explica Elizabeth.

Fonte: Bracelpa

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Estudo do Greenpeace alerta: cerca de 80% do estoque pesqueiro do Brasil está ameaçado


O Greenpeace Brasil divulgou nesta terça-feira (19/08), o relatório À deriva - Um panorama dos mares brasileiros. Os dados mais alarmantes do estudo ficam por conta da quantidade de Áreas Marinhas Protegidas do Pa6ís (apenas 0,4% de toda a costa) e do estoque pesqueiro: das espécies economicamente exploradas, 80% estão ameaçadas.

O estudo marca o lançamento da primeira campanha em defesa dos oceanos direcionada à preservação dos mares brasileiros do Greenpeace.

Elaborado pelo Greenpeace a partir de entrevistas com 46 especialistas da área, o relatório aponta os principais desafios e soluções para a conservação dos oceanos. A pesca marinha nacional gera 800 mil empregos no Brasil, sendo responsável pela sobrevivência de 4 milhões de brasileiros.

O desafio do setor é encontrar maneiras de manter a produção, sem ultrapassar a capacidade natural de reposição dos e6stoques pesqueiros. "Regularizar a atividade pesqueira é garantir a continuação da sustentabilidade econômica do setor no futuro", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil.

Além da pesca, o estudo identifica outros três temas prioritários na preservação dos oceanos: impactos das mudanças climáticas nos oceanos, criação de áreas marinhas protegidas e ausência de uma Política Nacional de Oceanos.

O relatório completo está disponível on-line no www.greenpeace.org/brasil/documentos/oceanos/a-deriva-um-panorama-dos-mar-2.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Empresa mineira inventa aparelho para reciclar seringas e agulhas


Marcelo e Amine, da Amma Home Care, mostram o desintegrador de agulhas
Foto: Ricardo Guimarães




A empresa mineira Amma Home Care acaba de inventar um aparelho que pode ser a solução para o descarte de seringas em hospitais, clínicas e laboratórios.

O NEX – Reciclagem de Lixo Perfuro Cortante reciclará a agulha e o plástico. Depois de fazer a aplicação, a seringa será colocada em um extrator que puxa o aço. A agulha cairá em um compartimento interno. O plástico será depositado em outra parte do aparelho.

Após a separação dos materiais, o NEX eleva a temperatura nos compartimentos em 1680 graus, esterilizando e derretendo as partes da seringa. "Qualquer tipo de organismo é morto no processo. O aço e o plástico derretidos são transformados em blocos que podem ser vendidos e reciclados", explica Marcelo Bitencourt, um dos sócios da empresa, que nasceu na incubadora de empresas do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), do pólo de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (MG).

O outro sócio da empresa, Amine Youssef, conta ainda que o aparelho pode incinerar até 40 seringas por hora, evitando acidentes de trabalho e lixo hospitalar. "O Ministério da Saúde exige que seringas descartáveis não sejam reutilizadas. O NEX pode dar credibilidade à instituição hospitalar, já que a reciclagem pode ser feita em frente ao paciente", explica.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias (ASN)

Governo Paulista vai fazer inventário de emissão de gases do efeito estufa

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), órgão vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), de São Paulo assinou contrato com o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, para implementação do Projeto de Apoio à Política Climática do Estado de São Paulo. O projeto visa a criar as bases para a elaboração oficial do inventário paulista das emissões de gases do efeito estufa, referência para a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas em tramitação.

Com uma linha de base de emissões, é possível estabelecer e mensurar ações voluntárias de mitigação tomadas por São Paulo, bem como criar um padrão comparativo para outros estados brasileiros e governos regionais em todo o mundo, fortalecendo, assim, a posição brasileira num segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto.

Será estabelecida uma rede técnica, identificando institutos, universidades e pesquisadores, que contribuirão tecnicamente para o desenvolvimento do inventário durante sua fase de coleta de dados. Por outro lado, também deverá ser estabelecida uma rede política, com a identificação de instituições-chave em nível estadual e federal, para a formalização de acordos de cooperação.

Espera-se que os resultados dos trabalhos da cooperação realizada em São Paulo se tornem importantes subsídios para ações e negociações brasileiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa CETESB / Secretaria Estadual do Meio Ambiente

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Mais esgoto e menos sorvete

A Organização das Nações Unidas (ONU), que elegeu 2008 o Ano Internacional do Saneamento, calcula que levar esgoto a todas as pessoas do planeta requer investimentos de 10 bilhões de dólares nos próximos 20 anos. O valor é o mesmo gasto em sorvete, por ano, pelos europeus e menos de 1% do que foi gasto para uso militar em 2005. Segundo a ONU, cerca de 42 mil pessoas morrem todas as semanas de doenças relacionadas à baixa qualidade da água e à ausência de saneamento. Em todo o mundo, cerca de 2,6 bilhões de pessoas sofrem com a falta de esgoto. No Brasil, em 2004, um quarto da população não tinha acesso ao saneamento, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Chega de sorvete. Queremos esgoto!!!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Premiados do marketing Best Responsabilidade Social

A Revista Marketing (Editora Referência) de julho traz matéria de capa com 20 iniciativas de empresas vencedoras do prêmio Marketing Best Responsabilidade Social 2008. Destaque para a Petrobras, com nove cases, e para o Bradesco Capitalização, com três. Eu pretendia colocar aqui o link para que vocês fossem direto ao site da revista e conferissem a relação, mas tentei encontrar as informações no site (www.revistamarketing.com.br)e não achei nada. Portanto segue a relação dos premiados e cases:

Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) - Teleton

Associação Viva e Deixe Viver - Contadores de Histórias

Bradesco Capitalização - Pé Quente Bradesco GP Ayrton Senna

Bradesco Capitalização - Pé Quente Bradesco O Câncer de Mama no Alvo da Moda

Bradesco Capitalização - Pé Quente Bradesco SOS Mata Atlântica

Fundação Nestlé - Nestlé Faz Bem Cuidar

Brasil Telecom - Educação Digital

Cia Ultragaz - Ultragaz Cultural

Grupo Pão de Açúcar - Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Light - A transformação de uma empresa como foco da sustentabilidade

Petrobras - Projeto Escola das Águas
- Programa de Olho no Ambiente Refinaria Gabriel Passos (Regap)
- Programa de Olho no Ambiente Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)
- Programa Casa Petrobras na Comunidade Guajuvira Ref. Getúlio Vargas
- Programa Iniciação ao Bicicross - Refinaria Planalto Paulista (Replan)
- Programa Jovem Aprendiz - Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
- Programa Jovem Aprendiz - Refinaria Isaac Beanyon Sabbá (Reman)
- Rede de Colaboração Solidária para Industrialização e Comercialização de
Produtos Oriundos da Pesca Artesanal e da Fruticultura Extrativista e
Familiar
- Rede Mocoronga de Comunicação Popular - Saúde & Alegria

Unimed Rio - Projeto Arredores Unimed-Rio em Parceria com a comunidade

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Greenpeace lança plataforma e pressiona candidatos

O Greenpeace lança hoje (6/8) sua plataforma política ambiental para os candidatos a prefeito e vereador nas eleições 2008. As propostas da organização abordam problemas ligados às mudanças climáticas, florestas, transgênicos, oceanos, entre outros temas, e podem ser aplicadas a qualquer município do Brasil.

"O mundo hoje enfrenta desafios ambientais que exigem respostas dos governos municipais. É preciso pensar globalmente e agir localmente e vice-versa", diz Sérgio Leitão, diretor de Políticas Públicas do Greenpeace.

O debate sobre mudanças climáticas, por exemplo, se trava no âmbito da ONU. No entanto, o estado da Califórnia e a cidade de Nova Iorque adotaram políticas ambientais locais de mudanças climáticas que contrariam a posição do presidente Bush, que se recusa a adotar metas de redução de emissão de efeito estufa e não assinou o protocolo de Kioto.

"O estabelecimento de Planos Municipais sobre Mudanças Climáticas, com metas de redução de emissões de gases do efeito estufa e eficiência energética pode ajudar a suprir a falta de vontade do governo Lula de adotar medidas concretas para resolver a crise do clima", diz Leitão.

Incluir questões ambientais nas agendas políticas dos municípios não significa necessariamente fazer grandes investimentos. Entre as propostas do Greenpeace, muitas, como a exigência de comprovação da origem e legalidade da produção das madeiras compradas pelos órgãos públicos, só dependem de boa vontade política para serem implementadas.
"O importante é cobrar que prefeitos e vereadores incluam o tema meio ambiente em todas tomadas de decisão", avalia o diretor do Greenpeace.

O documento redigido pelo Greenpeace será encaminhado aos candidatos a prefeito das principais capitais do Brasil. Os eleitores poderão entrar no site http://www.greenpeace.org/brasil/plataforma2008 e enviar a plataforma para seus candidatos. Além disso, os internautas poderão fazer sugestões para serem incluídas no documento. "Nosso intuito é fomentar a discussão para que todos os setores da sociedade cobrem dos políticos um compromisso com o meio ambiente".

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Zona rural do RN vai receber US$ 30 mi


Um projeto que promove políticas públicas para o desenvolvimento de infra-estrutura, de produção e de ações culturais em zonas rurais do Rio Grande do Norte vai injetar, nos próximos três anos, US$ 30 milhões em dezenas de subprojetos municipais em praticamente todo o estado.

O recurso, cuja maior parte (US$ 22,5 milhões) é fruto de um empréstimo do Banco Mundial (o restante vem de verbas do Estado e das comunidades), deve patrocinar atividades para geração de recursos hídricos, promoção de irrigação e de agricultura, criação de fábricas de iogurte e até de escolas para jovens aprenderem a tocar música clássica.

Essas foram algumas das atividades contempladas na primeira fase do Projeto de Combate à Pobreza Rural (que contou com as mesmas fontes de recursos), promovido pela Secretaria do Trabalho, Habitação e Assistência Social do Rio Grande do Norte.

Os resultados positivos do programa, posto em prática entre 2003 e 2006, fizeram o governo do Estado negociar o novo empréstimo, aprovado em junho e lançado em 22 de julho deste ano. Ao todo, 165 cidades potiguares vão receber patrocínio para projetos. Ficarão de fora apenas a capital Natal e Parnamirim — os dois únicos municípios do Estado que não têm zona rural.

A segunda fase do programa — que deve começar no último trimestre de 2008 e ser concluída em 2010 — terá a preocupação de patrocinar um número maior de subprojetos nos municípios considerados mais pobres e com menor nível de organização social. Essa seleção usará, como um dos principais critérios, o IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), uma adaptação do indicador elaborado pelo PNUD aos padrões regionais brasileiros, que avalia a situação social das cidades do país.

As metas do programa são ambiciosas: em três anos, financiar 1.643 subprojetos e beneficiando 51.500 famílias. Na primeira fase, com os mesmos US$ 30 milhões, promoveu 1.890 subprojetos (1.008 de infra-estrutura, 730 produtivos e 152 sociais) em 155 municípios, atendendo 71.985 famílias. Esses resultados, contudo, não devem ser repetidos, devido sobretudo à desvalorização do dólar em relação ao real.

Os subprojetos que receberão os recursos são, normalmente, escolhidos pelas comunidades que, através de suas associações, fazem um diagnóstico de sua realidade e identificam uma solução para a superação da pobreza. Um técnico especializado é selecionado e recebe uma porcentagem do valor do projeto, até 5% do total, para acompanhá-lo e realizá-lo. São três tipos de áreas às quais os projetos estão vinculados: de infra-estrutura; de produção e de cultura.


da PrimaPagina

Cana-de-açúcar não poderá ser plantada na Amazônia


Nenhum novo projeto de plantio ou instalação de usina de cana-de-açúcar no Bioma Amazônia será autorizado pelo governo daqui para frente. Este é um dos principais resultados da reunião entre os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, realizada nesta segunda-feira (4), no Ministério do Meio Ambiente.

Eles discutiram o zoneamento agroecológico da expansão da cana-de-açúcar para produção de etanol. O Bioma Pantanal foi excluído parcialmente. A decisão final depende agora do Palácio do Planalto.

De acordo com Minc, o levantamento que está sendo executado pela Embrapa, em parceria com instituições do Consórcio ZEE-Brasil como o IBGE e o Inpe, retira as áreas sem aptidão de solo, clima e declividade de 12%, e ainda as com vegetação nativa. No caso do Bioma Amazônia, exclui a possibilidade de qualquer novo projeto, mas mantém as usinas já licenciadas, em número de três.

No caso do Pantanal, o zoneamento exclui totalmente a planície pantaneira, porém mantém a possibilidade de cultivo no planalto, onde já existem áreas consolidadas de produção há mais de dez anos. Nesse caso, a determinação é que migrem para o sistema de plantio direto, menos agressivo ao solo. "Ao preservar a Amazônia e o Pantanal, neste último caso definindo claramente as zonas de plantio, e não quebrando a produção já existente, me parece que o acordo é bom para todo mundo", disse Minc.

De acordo com o zoneamento, há áreas mais que suficientes para expansão da produção em outros biomas sem que seja necessário derrubar nenhuma árvore. É estimada em 30 milhões de hectares a área que poderá ser destinada para o plantio da cana exclusivamente para produção de etanol.

Para dobrar a produção atual de etanol, que hoje é de 20 bilhões de litros/ano, são necessários 7 milhões de hectares, o que garante uma margem confortável para o aumento da produção.

Ascom - Ministério do Meio Ambiente

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Brasil dificilmente alcançará ODM de esgoto


Uma pesquisa do Ministério das Cidades apontou que, mantida a atual tendência, o Brasil dificilmente conseguirá diminuir pela metade a proporção de pessoas sem rede de esgoto até 2015, como prevê o sétimo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até aquele ano). A probabilidade de que a meta seja atingida é de apenas 30%. A boa notícia é que outra meta de saneamento, a de reduzir pela metade o número de pessoas sem água potável, tem 71% de chances de ser cumprida.

O trabalho, chamado Déficit e Metas do Milênio, integra uma série de 11 pesquisas produzidas para o Programa de Modernização do Setor Sanitário, do Ministério das Cidades, que tem apoio do PNUD. A iniciativa tem a intenção de desenvolver e subsidiar políticas públicas para universalizar acesso a serviços do setor. O programa de saneamento básico inclui acesso à rede de esgoto, à água tratada, à coleta de resíduos sólidos e a programas de manejo de rios e córregos nas cidades.

Para que a meta da ONU seja cumprida, o Brasil deve reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso a água potável e esgotamento sanitário de 1990 até 2015. Isso significa que, até o ano limite, 84,88% dos brasileiros deverão ter água encanada e 69,71% deverão ser atendidos por rede de esgoto.

Chegar à meta de acesso à água não vai ser tão difícil. De acordo com os dados do trabalho, em 2004 chegamos à proporção de 84,23% das pessoas com acesso ao serviço. Para chegar aos 84,88% desejados, considerando o aumento da população até 2015, falta garantir água potável para mais 18.121.852 pessoas. A chance de isso acontecer, segundo o estudo, é de 71,39%.

Já quando se trata da meta referente à rede esgoto, a situação se inverte. Até 2004, o Brasil só conseguiu chegar à proporção de 47,95% da população com acesso a esgotamento. Se quisermos chegar à proporção fixada pelo Objetivo do Milênio, deveremos nos esforçar para garantir acesso ao serviço para mais 53.524.405 pessoas.

O estudo não é animador quanto à possibilidade de isso acontecer. Mantendo-se o atual nível de investimentos e a mão-de-obra disponível para obras sanitárias, há apenas 29,81% de chances de dar certo. Para chegar aos números os autores do estudo utilizaram dados do Censo 2000 e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

"A probabilidade de não atingir a meta relacionada a esgoto é muito grande, já a de água é possível de ser cumprida", avalia um dos autores do estudo, Lineu Afonso. "O país sempre investiu mais em rede de água do que de esgoto. Isso porque é mais difícil para as pessoas viverem sem água potável e porque as obras de esgotamento são mais caras".

O Brasil deve investir R$ 40 bilhões no setor de saneamento entre 2007 e 2010 pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A verba representa 220% mais do que os investimentos assumidos entre 2003 e 2006, de R$ 12,5 bilhões. “Com os recursos do PAC é provável que a situação melhore. Porém não se sabe se a verba vai ser mantida com a troca de governo”, avalia a técnica do programa, Nyedja da Silva.

Além disso, desde janeiro de 2007 foi aprovada a lei número 11.445, que exige que o país produza, até dezembro de 2008, um plano nacional de saneamento para universalizar os serviços. "A ONU tem uma idéia flexível de acesso aos serviços. No Brasil acesso significa ter água potável na torneira e rede de esgoto em casa", conclui Nyedja.

Atletas em Pequim terão 'transporte verde'


Os altos índices de poluição em Pequim são uma grande preocupação para atletas e organizadores das Olimpíadas de 2008, mas o transporte coletivo dos Jogos vai dar sua contribuição para atenuar o problema. O translado oficial dos esportistas da Vila Olímpica aos centros de competições ocorrerá por meio de 50 ônibus movidos à energia elétrica e que não lançam gases poluentes na atmosfera. Desse total, quatro veículos foram cedidos pelo PNUD, numa parceria com o GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial).

Esses serão os primeiros ônibus elétricos de Pequim a utilizar tecnologia de baterias de lítio, que suportam uma alta densidade energética. Cada veículo pode carregar 80 pessoas por viagem e atingir até 130 quilômetros por hora com a bateria totalmente carregada. Após os Jogos, que começam em 8 de agosto, os veículos serão incorporados ao sistema de transporte público da capital chinesa.
"Além de ajudarmos a cidade a atingir as metas de baixa emissão de carbono na operação olímpica, vamos procurar usar as Olimpíadas como plataforma para aumentar a percepção das pessoas em geral sobre as opções sustentáveis de transporte público na China", disse Subinay Nandy, diretor do PNUD chinês.

O setor de transporte no país, praticamente todo movido a petróleo, deve ter peso decisivo na demanda crescente da China pelo combustível nos próximos 20 anos e ser a principal fonte de futuras emissões de poluentes. Estatísticas oficiais prevêem que em 2010 as grandes cidades serão responsáveis por 64% do total de emissões na China. A aplicação de soluções para transportes públicos com pouco carbono é um desafio fundamental tanto para a segurança energética do país quanto para o enfrentamento do aquecimento global.

"A questão das mudanças climáticas chegou a tal ponto nos últimos anos que recebeu uma ampla atenção da mídia internacional e chegou ao topo da agenda política e econômica da China", afirma Nandy. "A demonstração de ônibus que operam com energia limpa em Pequim pode levar a um futuro desenvolvimento e uso pelo governo local e seus parceiros de veículos com baixa emissão de carbono."

O PNUD e todo o sistema da ONU na China tentam ajudar o país a atingir o objetivo de fazer um evento "Verde, Científico e Humanista". Com apoio do GEF e de outras fontes de recursos, o PNUD forneceu ao mundo mais de US$ 3 bilhões nas últimas décadas para projetos em áreas como proteção ambiental, mudanças climáticas e energia sustentável.
da PrimaPagina

Lixo flutuante começa a ser retirado da Baía de Guanabara

Pelo menos 280 quilos de lixo - 150 quilos de pneus e madeiras, entre as quais alguns móveis; 25 quilos de garrafas PET; 38 quilos de frascos; e 70 quilos de lixo orgânico - foram coletados nesta segunda-feira (04/08), no primeiro dia da operação de retirada de lixo flutuante da Baía de Guanabara. A ação, que passa a ser permanente, foi coordenada pelos secretários estaduais do Ambiente, Marilene Ramos, e de Transportes, Júlio Lopes, e pelo presidente da Serla, Luiz Firmino. A operação tem ainda apoio da Capitania dos Portos e da concessionária Barcas S/A.

Todo material recolhido foi levado para a ecobarreira do Cais do Porto, onde será separado por cooperativas de catadores para reciclagem. O lixo flutuante é o principal responsável pelas panes nos motores das embarcações que fazem o transporte marítimo de passageiros. Esses incidentes acabam provocando atrasos e transtornos no transporte da população. Segundo levantamento da Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro), desde 2002, cerca de 40 incidentes marítimos aconteceram na Baía de Guanabara em decorrência do lixo flutuante.

Só na manhã desta segunda-feira, as equipes da Serla que estão efetuando a retirada da sujeira das águas da Baía de Guanabara, encontraram 15 pneus velhos em uma pequena ilha, que fica em frente ao Cais do Porto. Próximo ao Canal do Cunha, foram encontrados plásticos, garrafas PET e pedaços de isopor.

Segundo o presidente da Serla, Luiz Firmino, há dejetos que levam mais de 100 anos para serem degradados. O tempo de decomposição de um pneu, por exemplo, é de 600 anos e de uma garrafa plástica, é de 400 anos; e de uma simples tampinha de garrafa, 150 anos.
- Muitas vezes, as pessoas jogam lixo em terrenos baldios, pensando que esses detritos permanecerão no local. Na primeira chuva, esses entulhos são levados para os rios, obstruindo travessias e bueiros. É importante que a população se conscientize e nos ajude nessa ação, não jogando lixo nos nossos rios e lagoas – disse Firmino, acrescentando que a operação de retirada de lixo flutuante irá beneficiar cerca de 90 mil pessoas que utilizam o transporte marítimo diariamente – informou Firmino.

Sobre a despoluição da Baía de Guanabara, Marilene Ramos reiterou que o programa está avançando. Recentemente, foi inaugurado o tronco coletor de esgotos do Centro da Cidade, que passou a levar para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) de Alegria, 1 milhão e 100 mil litros de esgoto por segundo que, antes, eram despejados na Baía de Guanabara sem qualquer tratamento.
Ascom das secretarias do Ambiente e dos Transportes

Furnas oferece capacitação para agricultores de Foz do Chapecó

Famílias de agricultores da região de Foz do Chapecó (SC/RS), que abrigará uma nova usina hidrelétrica, e que não preencheram os requisistos para serem reassentados poderão participar do projeto do Programa Novo Rumo, uma parceria de Furnas Centrais Elétricas e o Sebrae, que terá início no próximo dia 05 de agosto.

"Decidimos criar o Novo Rumo, inédito no setor elétrico, para garantir que nenhum morador fique sem assistência", explica o diretor da Foz do Chapecó Energia, Enio Schneider.

O programa vai gerar emprego e renda nas áreas agrícola e industrial por meio de cursos de capacitação com a finalidade de transformar os participantes em donos do próprio negócio. "O Sebrae que acompanhará e orientará as famílias que desejarem trabalhar como autônomas nas comunidades onde vivem", esclarece o diretor.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Nova expectativa de vida


Cerca de 150 crianças e adolescentes de duas cidades do Paraná - Colombo e Almirante Tamandaré - concluíram as primeiras turmas do Programa Catavento, projeto de iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e desenvolvido pela Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência (Ciranda), com o apoio da Abralatas. O programa atendeu crianças em situação de trabalho infantil e degradante, priorizando filhos de catadores de materiais recicláveis.

Foram formadas três turmas, com 144 crianças e adolescentes, que participaram de atividades socioeducativas como teatro, capoeira, artesanato, dança folclórica, incentivo à leitura, e criaram seus próprios canais de comunicação para expressar a realidade em que vivem: vídeos, ensaio fotográfico e um jornal, o Petinho (referência ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI).

"Ficamos muito satisfeitos com os resultados apresentados pelos coordenadores do programa, especialmente porque foram construídos com a comunidade, numa parceria fundamental para o exercício da cidadania", avaliou Renault Castro, diretor executivo da Abralatas. "Os educadores trabalharam com temas relacionados com a realidade dos meninos e estimularam o debate sobre o que aquelas crianças querem se tornar no futuro. A Abralatas se sente honrada de ter participado deste projeto".

No encerramento do Programa Catavento foi lançado o livro "Com licença, posso ajudar?", relatando a experiência desenvolvida no Paraná. Em linguagem simples e com a ajuda de dois personagens (Pedrinho e Flavinha), a publicação traz um histórico das ações desenvolvidas no país e no mundo contra o trabalho infantil, como a Declaração Universal dos Direitos da Criança, de 1959, e o Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990.

Para a coordenadora de projetos da OIT, Cyntia Ramos, experiências como a do Paraná ajudam a divulgar o assunto. "O trabalho infantil vai diretamente de encontro aos direitos da criança e do adolescente. Exclui a possibilidade de ter convivência com a família, coloca em risco a saúde e agrava a integridade física, além de afetar gravemente o direito de acesso à educação. A infância é uma época para estudar, para se desenvolver, é uma época para ser criança, para brincar. Quando você passa a combater o trabalho infantil, também passa a defender o direito dessa criança de crescer, de se desenvolver plenamente, de ter acesso à educação, a serviços sociais, como da saúde, e a própria convivência familiar, que é um direito de cada criança".

Famílias também receberam apoio

O Programa Catavento também atuou junto às famílias dos meninos e meninas atendidas. "Se apenas as crianças fossem educadas, elas não contariam com o apoio familiar dentro de casa. Por outro lado, se fosse trabalhada a geração de renda com os pais e não tivesse um acompanhamento com as crianças, eles não saberiam como utilizar isto com a família", disse o educador Valdir Oliveira, da Associação Difusora de Treinamentos e Projetos Pedagógicos (Aditepp), organização não-governamental que tem como objetivo o trabalho de geração de rendas nas comunidades.



Fonte: Abralatas

Autor: Abralatas