terça-feira, 20 de abril de 2010

Atitude Responsa ao vivo

Depois de alguns meses sem apresentações ao vivo, voltamos a apresentar diariamente o programa Atitude Responsa. Antes apresentado da radio mundynet, agora estamos definitivamente em nossa própria casa, a radio Atitude Responsa. Música, notícias, e divulgação de trabalho de organizações, governos, empresas e cidadãos na preservação do planeta. O programa vai ao ar diariamente de 11h ao meio dia. Ouça, participe e divulgue. Acesse www.atituderesponsa.org

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Avalanche de lixo sepultou centenas de pessoas em Niterói

"Eu quero o meu filho. Tirem meu filhinho de lá". Aos gritos, a dona de casa Sabrina Carvalho de Jesus, 26 anos, implorava aos bombeiros que resgatassem o filho Caíque, que ela não conseguiu salvar da avalanche de centenas de toneladas de lama, lixo e entulho que soterrou a sua e pelo menos outras 50 casas, na noite desta quarta-feira (07), no Morro do Bumba, em Niterói (RJ). Além do menino, ficaram na casa a mãe de Sabrina, Nádia Monteiro de Carvalho, 49 anos, e o avô, Abílio Ignácio de Carvalho, 69. Um outro filho a dona de casa, de 2 anos, foi salvo por uma tia. Até o final da tarde desta quinta-feira, 14 corpos haviam sido retirados dos escombros e mais de 50 pessoas feridas, além de centenas de desalojadas e desabrigadas.

Sabrina contou que, por volta das 19h, ouviu grande barulho. Pensando tratar-se de uma colisão entre veículos, ela saiu ao portão da casa para ver o que era mas o barulho continuou. "Senti um tremor e o barulho aumentando; minha casa começou a cair. Tentei voltar para dentro mas não consegui. Não consegui tirar meu filho", contou entre soluços, amparada por familiares. Logo após depois, um corpo, provavelmente de sua màe, foi retirado dos escombros.
A casa da família ficava na Rua Viçoso Jardim, no pé do Morro do Bumba, que veio a baixo arrastando pelo menos outras 50 residências. Para as autoridades que estiveram no local logo após acidente a certeza de que foi a pior tragédia dos últimos tempos. "Ainda não tenho muita informações, mas pelo pouco que sei, foi a pior de todas", relatou o secretário de Saúde e Defesa Civil do Estado, Sérgio Cortes.
O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, também demonstrava preocupação. Ainda estamos levantando nformações com os moradores e, se de fato o número de residências atingidas for o que me passaram, foi terrível. O comandante disse também que, o trabalho de resgate das vítimas foi iniciado pelos moradores. Logo depois chegaram ao local 40 homens do Corpo de Bombeiros e 40 da Força Nacional. Também participam da operação policiais militares dos 12o BPM (Niterói), 7o BPM (São Gonçalo), 35o BPM (Itaboraí), do Batalhão de Choque, do Batalhão Florestal, da Companhia de Cães e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que enviou também uma retroescavadeira blindada. Outras quatro retroescavadeiras passaram a noite revirando os escombros. Os comandantes de todas as unidades envolvidas fora ao local para onde foi tmbém o comandante geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte.

Os desabrigados e dealojados foram instalados em igrejas evangélicas e escolas do bairro. Um trabalho de arrecadação de aliments, roupas de cama e colchonetes foi iniciado na comunidade e em comunidads vizinhas.

No local do acidente funcionou, até 1986, o lixão de Niterói. Uma montanha formada por mais de 30 anos de depósito de lixo que ficou para trás após a desativação do lixão acabou se transformando no Morro do Bumba. No local, as pessoas foram construindo casas e a comunidade cresceu de maneira desordenada.

Segundo moradores, as chuvas dos últimos dias não foram apricipal causa da tragédia. Uma caixa d'água construída no alto do morro, que deixou jorrar água durante três dias consecutivos teria ajudado a encharcar o solo. A previsão mais pessimista das autoridades até o início da madrugada de quinta-feira era de pelo menos 100 pessoas soterradas por centenas de toneladas de lama, lixo e entulho.

Além da dificuldade de trabalho no terreno instável, que cedia em vários pontos, os bombeiros enfrentaram também o forte cheiro de gás metano acumulado sob o lixão, gerando preocupção com risco de explosões.

Ouça entrevista de de Marco Antonio Canosa ao TerraTV