segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Desmatamento da Amazônia cresceu 93% em julho



O desmatamento na Amazônia no mês de julho deste ano apresentou um aumento de 93% em relação ao mesmo mês de 2008. Foram desmatados 532 km² contra 276 km² do ano anterior. No entanto, no acumulado de agosto de 2008 a julho de 2009 a redução foi de 65% frente ao período anterior. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon.

De acordo com a publicação chamada de Transparência Florestal da Amazônia Legal, nos últimos 12 meses do calendário de desmatamento - que tem início em agosto e término em julho - foram desmatados 1.766 km2 na Amazônia. No ano anterior, o desmatamento foi de 5.031.

O Estado que teve a maior área desmatada foi o Pará, com 70% do total, sendo que ele se concentrou, principalmente, na área de influência da BR-163 (rodovia Santarém - Cuiabá) afetando os municípios de Novo Progresso, Itaituba e Altamira.

Em seguida, está o Estado do Mato Grosso (12%), seguido por Amazonas (10%), Rondônia (5%) e Acre, Tocantins e Roraima (1%). A parte do Maranhão que também integra a Amazônia legal não foi analisada.
Segundo o estudo, 64% do desmatamento ocorreram em áreas privadas, 18%em unidades de conservação, 17% nos assentamentos de reforma agrária e 1% em terras indígenas.

Degradação

Além do desmatamento, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) também registra as áreas degradadas, como as que sofrem com exploração madeireira ou incêndio florestal.

Em julho de 2009, a degradação atingiu 455 km2, sendo que o Pará novamente é o líder do ranking, com 44% das áreas. Depois, está Mato Grosso (40%) e Rondônia (13%). O restante (3%) é dividido entre Acre, Amazonas e Roraima.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Homem: vilão e herói da Natureza

O homem põe represa, destrói a natureza e diz que tudo vai mudar em nome do progresso. Madeireiros cortam nossas árvores, surrupiam nossas florestas, saqueando a fauna, a flora e outras riquezas minerais.

Enquanto isso,representantes do movimento ecológico são assassinados por pistoleiros profissionais. As autoridades não tomam nenhuma providência, já que o capitalismo selvagem fala mais alto. Os ambientalistas que lutam para preservar nossa Mata Atlântica são executados a mando dos piratas ecológicos.

Em Tinguá, Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, um deles foi morto a tiros porque lutava apenas pela preservação da reserva ecológica local. A devastação da natureza é um assunto sério para ser tratado, mas pouca gente sabe que existe o Código Ambiental do Ministério da Justiça, que prevê pena de reclusão para quem for flagrado, por exemplo, cortando uma árvore.

Os defensores da natureza já tem armas para ajudar a mudar esse triste quadro. Delegacia do Meio Ambiente da Polícia Civil (3860-9030/3860-9029) ou Batalhão Florestal da PM.

Lúcio Natalício

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Alerj vota nesta terça proibição de descarte de óleo

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) vota, em discussão única, nesta terça-feira, o projeto de lei 296/07, de autoria do deputado Luiz Paulo (PSDB), que obriga o recolhimento, a coleta e a destinação final dos óleos lubrificantes usados ou contaminados. O projeto determina também que os estabelecimentos que comercializam o óleo ofereçam o descarte e proíbe que locais sem instalação adequada ofereçam o produto.

Inscrições abertas para Prêmio Brasil meio Ambiente

A FIRJAN em parceria com JB Ecológico está lançando a 4ª Edição do Prêmio Brasil Meio Ambiente. Serão contemplados trabalhos em diversas categorias, conforme o regulamento. As inscrições estão abertas até o dia 30 de outubro de 2009. Para mais informações e inscrições, clique aqui

Coppe UFRJ desenvolve bactérias para "comer" óleo lançado em rios e no mar



Um novo produto de limpeza desenvolvido nos laboratórios da Coppe e do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promete ser um aliado para remediar a poluição causada por derramamentos de óleo no mar ou pelo rompimento de oleodutos em terra.

Trata-se de um detergente biodegradável capaz de limpar as manchas de óleo, conhecido tecnicamente como biossurfactante.

"É um produto de origem microbiana, obtido a partir de fontes renováveis de carbono, que pode ser usado para reduzir a contaminação e minimizar o impacto ao meio ambiente", diz um dos coordenadores da pesquisa, Cristiano Borges, do Programa de Engenharia Química da Coppe.

Biodetergente

O estudo, realizado em parceria com a Petrobras, é o primeiro do gênero no País. "É uma pesquisa inédita, que surgiu há 10 anos por iniciativa da pesquisadora Denise Freire, do Instituto de Química, em parceria com a pesquisadora Lidia Santanna, da Petrobras", conta Borges, que participa do projeto há cinco anos.

De acordo com Kronemberger, a ideia é produzir o detergente em maior escala, na Unidade Piloto para Produção de Biossurfactantes, localizada na Coppe e inaugurada no dia 24 de julho último.

"O laboratório está produzindo cerca de 200 litros por semana do produto, à base de glicerina, mas ainda não realizamos testes em campo. Estamos avaliando a concentração necessária para a aplicação do biossurfactante na praia ou no mar", explica ele, acrescentando que esses testes devem ocorrer em 2010.

Bactérias comedoras de petróleo
No laboratório, estão sendo produzidos cerca de 200 litros de biossurfactante a cada semana. [Imagem: UFRJ]O biossurfactante é produzido a partir de um processo de fermentação aeróbia das bactérias Pseudomonas sp, que transformam fontes de carbono no detergente biodegradável. "Essas bactérias produzem naturalmente o biossurfactante porque são originárias de poços de petróleo, onde sua única maneira de sobrevivência é através do consumo das cadeias orgânicas do petróleo", conta Frederico.

A escolha da glicerina como substrato para a produção do detergente foi pautada pela relação custo e benefício. "Fizemos testes com diferentes fontes renováveis de carbono e a glicerina foi a que teve melhor resultado e menor preço, devido à facilidade de encontrá-la nas usinas produtoras de biodiesel, já que se trata de seu principal subproduto. Aliás, a expansão da produção de biodiesel tem feito o preço da glicerina cair cada vez mais, o que tem contribuído para diminuir o custo para a produção do biossurfactante.

Embora inicialmente não tenha sido desenvolvida com esse propósito, nossa pesquisa acabou sendo uma alternativa interessante para absorver o excedente cada vez maior de glicerina, que de outra forma poderia causar impacto sobre o meio ambiente", destaca.

Para viabilizar essa fermentação sem a formação de espuma em demasia durante a fabricação do produto, um contactor de membranas é usado para o controle da concentração de oxigênio dissolvido no meio. "A produção excessiva de espuma tornaria inviável a produção em larga escala, daí a necessidade de se utilizar membranas para uma forma não dispersiva de oxigenação", conclui Frederico.

II Semana Nacional de Comunicação Ambiental na UFRJ


A UFRJ sedia, nos dias 24 e 25 de agosto, a II Semana Nacional de Comunicação Ambiental. O tema central do evento é a necessidade do desenvolvimento de práticas sustentáveis adaptadas à sociedade de consumo atual.

A programação da segunda edição da Semana aborda questões contemporâneas através de painéis sobre Propaganda & Marketing Verde, Comunicação Ambiental Comunitária e Política e Legislação Ambiental, além de oficinas sobre Jornalismo Ambiental e Comunicação de Risco e Gestão de Catástrofes.

No dia 25, haverá ainda um “café da manhã verde”, iniciativa do Programa de Educação Tutorial da Escola de Comunicação da UFRJ (PET-ECO). O lanche ecologicamente responsável será preparado com base nos princípios do Aproveitamento Máximo.

O evento acontece no Salão Moniz de Aragão, campus da Praia Vermelha, Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Juíza quer criação de Vara do Meio Ambiente para julgar crimes contra os animais


A juíza Rosana Navega, do Juizado Especial Criminal de Nova Iguaçu, defendeu a criação de uma Vara Ambiental no Judiciário do Rio. Segundo ela, as empresas do Estado do Rio que cometem infrações ambientais e são condenadas a pagar multas milionárias acabam, muitas vezes, beneficiadas pela prescrição do crime, que ocorre em cinco anos. Entre os crimes mais comuns contra animais no Brasil está a instalação de rinhas para brigas de galos (foto).

Os processos, geralmente, tramitam nas Varas da Fazenda Pública, juntamente com ações de medicamentos e demais processos tendo como réus o Estado e o Município do Rio. "A prescrição faz com que os cofres públicos deixem de arrecadar multas milionárias", afirmou a juíza.

A proposta foi apresentada no 1º Encontro Carioca de Direito dos Animais, realizado no mês passado, na Procuradoria Geral do Município do Rio. O evento contou com a presença de defensores dos animais, representantes de ONGs, professores, advogados, procuradores, promotores e a juíza Rosana Navega.

Um manifesto foi redigido ao final das discussões, sugerindo a criação de uma Promotoria de Justiça de Defesa do Animal. Para a juíza, a idéia deve vir acompanhada de uma Vara, também especializada no tema, por isso, a proposta de uma Vara Ambiental, com competência para julgar infrações contra os animais.

"A proposta é que a Vara do Meio Ambiente abrace a causa animal. Para existir a Promotoria Ambiental tem que existir também uma Vara Ambiental", ressaltou a juíza.

Os participantes criticaram a realização dos rodeios e reconheceram que os animais são titulares de direitos fundamentais, fazendo com que sejam merecedores do mesmo respeito que os humanos têm por parte do Estado e da comunidade. Eles defenderam também a inclusão do conteúdo do Direito dos Animais nos cursos jurídicos de bacharelado e de pós-graduação.

"Nessa linha, o Estado e a comunidade têm o dever de assumir um papel ativo com a finalidade de garantir as condições existenciais mínimas para uma vida digna, livre e saudável, isenta de sofrimento (físico e psíquico) e que obedeça aos ciclos e características biológicas naturais próprias de cada espécie animal", escreveram os participantes no documento.

Fonte: Tribunal de Justiça RJ

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cerco a fumantes - Lei "antifumo" passa a valer em 90 dias



O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro publicou, hoje, despacho do governador Sérgio Cabral sancionando a Lei "antifumo". A Lei 5.517/09 passa a valer em todo o estado em 90 dias e proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos e cachimbos em locais fechados de uso coletivo, públicos ou privados.

A norma se aplica aos ambientes total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por paredes, divisória, teto ou telhado, ainda que provisórios, onde haja permanência ou circulação de pessoas. Pelas emendas, a prática do fumo continuará liberada nos quartos de hotéis e pousadas e as encenações teatrais e locais de filmagens ou gravações para cinema ou TV.

Nos locais onde o fumo se tornará proibido, deverá ser afixado aviso da proibição, com indicação de telefone e endereço dos órgãos estaduais responsáveis pela vigilância sanitária e pela defesa do consumidor.

A nova norma também responsabiliza e pune por descumprimento os proprietários ou responsáveis por estabelecimentos comerciais ou meios de transporte público onde o consumo de cigarros continuar a ser praticado.

As multas poderão variar de R$ 3 mil a R$ 30mil - penalidade que poderá ser contestada no prazo de 30 dias. A lei já está valendo na cidade do Rio de Janeiro.

Justiça mantém licitação para construção de aterro sanitário em Niterói

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado concedeu hoje liminar mantendo a licitação para instalação do novo aterro sanitário de Niterói, no Morro do Céu, no bairro do Caramujo. A decisão foi do desembargador Sergio Cavalieri Filho.

Um mandado de segurança havia sido impetrado pelo promotor Luciano Mattos, da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente do Núcleo Niterói, contra uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que suspendia a licitação, conduzida pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin).

Desde 2004, quando foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o Ministério Público vinha lutando para que um novo aterro sanitário fosse construído em Niterói.

Curso de licenciamento ambiental capacitará gestores de 64 municípios fluminenses

Pelo menos 183 gestores públicos de 64 municípios do Rio participarão do curso de licenciamento ambiental com foco em Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e aterros sanitários, que será aberto nesta quarta-feira (19), na UERJ.

O curso é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente em continuidade às ações do Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC), desenvolvida no Estado do Rio pela Secretaria Estadual do Ambiente, Inea, Anamma e Aemerj.

O curso incluirá módulo à distância e outros presenciais. As aulas à distância, que serão acompanhados por tutores da SEA e do Inea, serão realizadas de 20 de agosto a 20 de setembro. Já o módulo presencial acontecerá no período de 15 de outubro a 15 de novembro.

Fonte: Ascom SEA

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

CAMPANHA OLHO NO ÓLEO


SEU ÓLEO DE COZINHA USADO PODE MATAR A NATUREZA

NÃO DEIXE QUE ISSO ACONTEÇA

Verdades sobre o óleo de cozinha usado:

Cada litro de óleo despejado no esgoto pode poluir 1 milhão de litros de água, o que equivale à quantidade que uma pessoa consome ao longo de 14 anos de vida;

Quando jogado nos lixões, o óleo impermeabiliza o solo, podendo ocasionar o aumento das enchentes;

Nos rios, lagoas e mar, cria uma fina camada da superfície, prejudicando a oxigenação da água, causando danos à vida aquática;
Causa mau cheiro e poluição;

Pode causar entupimento das tubulações e refluxo do esgoto e encarece o tratamento dos resíduos em 45%.


O que você pode fazer para mudar isso?
É simples. Basta doar o óleo de cozinha usado em sua casa ou comércio para a campanha OLHO NO ÓLEO”.

O que é a campanha “OLHO NO ÓLEO”?
É uma parceria entre o Instituto Atitude Responsa e a Associação Brasileira das Indústrias Saboeiras e Afins (ABISA), com apoio do Jornal Folha do Centro e da União Fabril Exportadora (UFE), para recolhimento do óleo de cozinha usado em residências, condomínios e comércio, que será encaminhado para reciclagem e reaproveitamento no fabrico de sabão pastoso e biodiesel. O óleo será trocado por produtos de limpeza, gerando economia para os colaboradores.

Atitude Responsa
É uma iniciativa que visa a incentivar ações para a preservação do Planeta através de uma rede de colaboradores voluntários, conscientizando pessoas da importância das pequenas atitudes diárias.

ABISAA Associação Brasileira das Indústrias Saboeiras e Afins (ABISA) nasceu há 27 anos e congrega mais de 100 indústrias em todo o Brasil, responsáveis pela produção de diversos itens de higiene pessoal e limpeza.

Faça do seu condomínio um ponto de coleta. Contate-nos agora e saiba mais detalhes.
Tels: 3563-9960 ou 7826-8072

Iniciativa


Apoio


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Secretaria Estadual do Ambiente interdita unidade de carboquímicos da CSN

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) interditou, no início da noite desta quinta-feira, a unidade Carboquímica da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda. A medida foi tomada depois do registro de mais um vazamento de óleo, na tarde desta quinta-feira (06), que, novamente, atingiu o Rio Paraíba do Sul.

O primeiro vazamento ocorreu no domingo (03) e se repetiu na segunda-feira, quando pareceu estar estancado. Ao contrário do que aconteceu no início da semana – quando o acidente foi denunciado pela população - desta vez a informação do vazamento partiu da própria CSN.

A mancha de óleo que se formou está sendo monitorada pelos técnicos do Inea e até o momento não foi necessária a suspensão da captação de água para o abastecimento público. Uma equipe do Inea permanece dentro da CSN acompanhando os trabalhos de identificação das possíveis fontes.

Fonte: Inea

Inea já identificou substâncias que vazaram da CSN e atingiram o Paraíba do Sul

As análises realizadas pela equipe da Gerência de Qualidade Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) detectaram a presença de benzo (a)pireno e benzo antraceno nas amostras de água do Paraíba do Sul. O material, que vazou da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, na semana, é proveniente da área de destilação do alcatrão. O setor pertence à unidade Carboquímica.

De acordo com os técnicos, somente na altura do emissário principal da Usina, nas barreiras de contenção, foram encontrados níveis de concentração desses produtos acima dos padrões exigidos pela Resolução CONAMA 357. Segundo o Inea, a situação está sob controle já que não foram identificadas concentrações das substâncias fora dessa área.

Os testes foram realizados em vários pontos do rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda e nos municípios vizinhos, e também do rio Guandu.

Equipes de analistas ambientais do Inea estiveram durante todo o dia de hoje de plantão na CSN de não detectaram sinal de novo vazamento. As barreiras de contenção permanecem preventivamente no local.

A multa para a CSN deverá ser estipulada já na próxima semana, na reunião do Conselho Diretor, e pode chegar a R$ 50 milhões.

Fonte: Ascom SEA

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ecobarreira do Canal da Sernambetiba será instalada nesta quarta-feira

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, e o presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Luiz Firmino, inauguram nesta quarta-feira (05), às 10h, a ecobarreira do Canal da Sernambetiba, no Recreio dos Bandeirantes.

A nova barreira ecológica terá a função de conter as gigogas que proliferam no canal, impedindo que cheguem às praias do Pontal, Macumba e Prainha, no Recreio. A meta da SEA é fechar 2009 com 13 ecobarreiras inauguradas. Atualmente, contando com a do Canal da Sernambetiba, já são nove.

Confeccionada com engradados de garrafas pet e com 40 metros de extensão, a ecobarreira do Canal da Sernambetiba foi custeada com recursos de compensação ambiental da Light, no valor de R$ 144 mil, pelo uso da Faixa Marginal de Proteção (FMP) de três rios da Bacia Hidrográfica da Região Metropolitana e revertida para a construção do equipamento e para a compra de uma embarcação.

As operações tanto da ecobarreira quanto do barco serão financiadas pela Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj) e executadas pela Federação das Cooperativas de Catadores de Material Reciclável do Estado do Rio de Janeiro (Febracom), com supervisão do Inea, órgão da Secretaria Estadual do Ambiente, que já inspeciona as operações de outras oito ecobarreiras: três no complexo lagunar de Jacarepaguá e cinco na Baía da Guanabara; e dois ecopontos: um em Volta Redonda , na Região do Médio Paraíba e outro, em Macaé, no Norte Fluminense.

As ecobarreiras exercem papel fundamental na preservação de rios e lagoas do Estado, pois contêm lixo flutuante, impedindo que cheguem à Baía de Guanabara e às praias da Barra. As ecobarreiras da Barra retêm grande quantidade de lixo, incluindo madeira e gigogas, mais de 516 toneladas só no mês de junho.

Como as ecobarreiras dessa região se caracterizam pela contenção de gigogas, protegendo o litoral da Barra, elas evitaram que, em junho, chegassem às praias 452 toneladas de gigogas, 47 toneladas de lixo e 19 toneladas de madeira, o que é pouco em relação ao volume de lixo coletado em uma cidade como o Rio, mas que seria de grande impacto ambiental se chegassem às praias.

Restrições obrigam Aeroporto Santos Dumont a alterar rota

A secretária estadual do Ambiente (SEA), Marilene Ramos, e o presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Luiz Firmino Martins Pereira, afirmaram, em entrevista coletiva nesta terça-feira (04), que do ponto de vista ambiental o Inea - órgão da SEA - fará restrições de rota, horário e volume anual de vôos para o Aeroporto Santos Dumont.

De acordo com Marilene e Firmino, a Licença de Operação (LO) venceu em 2007 com uma série de restrições, como analise de ruídos, tráfego viário, dentre outras, e que o aeroporto será multado por ter operado durante esse tempo sem a LO. Afirmaram que só em maio de 2009 a Infraero pediu o requerimento da renovação da LO. Os dois disseram que o Inea só poderá se manifestar a respeito das restrições ambientais, e que tudo isso será decidido na próxima segunda-feira (10/08) na reunião do Conselho Diretor do Inea.

Além disso, Marilene e Firmino garantiram que a rota dois, que passa por cima dos bairros de Botafogo, Laranjeiras, Cosme Velho, Santa Tereza, Urca e Flamengo precisará ser alterada. “Do ponto de vista ambiental haverão restrições de horário, rota e volume de vôo. A rota dois não é adequada, mas será dado um prazo mínimo para adaptação de uma nova rota" disse Marilene Ramos.

O processo origina-se desde 2000, onde o aeroporto operava com 3,6 milhões de passageiros por ano, ampliando para 5 milhões em 2004, quando foi gerada a proposta de obras de ampliação do aeroporto. A Infraero pretende ampliar sua capacidade para 8 milhões, o que gera enorme desconforto para os moradores do entorno. Porém, segundo Firmino um estudo da CET-Rio limita esse número para 5 milhões de pessoas por ano.

A presidente da Federação das Associações de Moradores do Município de Rio, Márcia Vera Vasconcellos, disse que a associação dos moradores da Zona Sul vem reclamando do enorme ruído, inclusive de madrugada e do caos no trânsito.

Até sexta-feira (07/08) Marilene e Firmino vão se reunir com os Ministérios Publico Federal e Estadual para acordar sobre quais restrições serão apresentadas à Infraero.

CSN pode ser multada em até R$ 50 milhões por vazamento no Paraíba do Sul

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) pode ser multada em até R$ 50 milhões pelo vazamento de óleo que atingiu o Rio Paraíba do Sul, nesta segunda-feira (03). A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, esteve hoje, em Volta Redonda, para acompanhar pessoalmente a vistoria dos técnicos ambientais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da secretaria, que busca identificar o tipo de produto que vazou da tubulação da CSN. Até o final da tarde a substância, que teria desaguado do setor de carboquímicos, ainda não havia sido identificada.

Marilene Ramos classificou o episódio de lamentável. Ela afirmou que a empresa sub-avaliou a ocorrência e demorou a acionar o Serviço de Operações de Emergência do Inea, que funciona 24h, mas só foi notificado do acidente pela população na tarde de segunda-feira. Por isso, a empresa será severamente punida. Como não há sinais de contaminação de mais gravidade, como mortandade de peixes, a captação de água do rio para fins de abastecimento não foi interrompida.

Duas possibilidades estão sendo avaliadas para a origem do vazamento: uma fissura no tanque que acondicionava o combustível e o defeito de uma das válvulas de um dos dutos. Marilene Ramos assegurou que não houve necessidade de fechamento de nenhuma unidade da empresa.

Equipes da Gerência de Qualidade da Água (Gequam) do Inea coletaram amostras de água e de sedimentos de vários pontos do rio em Volta Redonda e municípios vizinhos, e também do rio Guandu, a fim de identificar a substância e avaliar o risco que o material representa. Os resultados devem sair em 48 horas.

- Por enquanto, os resultados dos testes já realizados não mostram problemas de qualidade da água. Os parâmetros estão dentro da resolução Conama – afirmou a secretária.

Equipes de analistas ambientais do Inea permanecem de plantão dentro da siderúrgica e na saída do emissário onde farão revezamento para vistorias visuais durante toda a noite a fim de assegurar que o vazamento está efetivamente equacionado. O tanque do setor de carboquimicos, de onde se supõe que vazou o combustível, foi totalmente drenado e lavado, o que, em princípio, teria reduzido o fluxo do vazamento.

Próximo a saída do emissário, os técnicos observaram a formação de manchas escuras nas margens do rio, que caracterizam a presença do óleo. A CSN instalou quatro barreiras, sendo duas de contenção e duas de absorção, de modo a minimizar as conseqüências do derramamento.

No início de julho, a CSN foi multada em R$ 450 mil por poluir o ar com material particulado - carvão principalmente, CO e CO2 - proveniente do alto forno 3 da indústria em Volta Redonda, no dia 30 de junho. O acidente ocorreu porque uma válvula de segurança (blizer) da fábrica foi aberta lançando um pó preto por cerca de três minutos que cobriu o Centro da cidade.

A empresa entrou com recurso com base nos artigos 61 e 62 da Lei 3467- que dispõe sobre as sanções derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente - dentro do prazo previsto e aguarda decisão do Conselho Diretor do Inea quanto às justificativas apresentadas.

Fonte: Ascom SEA

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tubulação da CSN vaza óleo do Rio Paraíba do Sul

Um vazamento intermitente de um óleo ainda não identificado, de uma tubulação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) atinge o Rio Paraíba do Sul. O Serviço de Operações de Emergência Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea),órgão executivo da Secretaria de Estado do Ambiente, foi informado do problema por meio de denúncias da população na tarde desta segunda-feira. Por isso, a empresa será severamente punida, uma vez que, não avisou de imediato o órgão sobre a ocorrência do acidente.

Uma equipe da Gerência de Qualidade da Água do Inea segue na manhã desta terça-feira para Volta Redonda, onde vai colher amostras de sedimentos e da água para análise a fim de identificar o tipo de substância. O superintendente do Instituto na região, Miguel Arcanjo, que esteve no local, informou que devido as características, de aparência esbranquiçada e forte odor, o óleo provavelmente está vazando do setor de carboquímicos.

Como não há sinais de contaminação de mais gravidade, a captação de água do rio foi mantida. Até o final da tarde desta segunda-feira, a CSN ainda não havia identificado a origem do vazamento, nem dimensionado a quantidade vazada.

No início de julho, a CSN já foi multada em R$ 450 mil por poluir o ar com material particulado - carvão principalmente, CO e CO2 proveniente do alto forno 3 da indústria em Volta Redonda, no dia 30 de junho. O acidente ocorreu porque uma válvula de segurança (blizer) da fábrica abriu lançando um pó preto por cerca de três minutos que cobriu o Centro da cidade.

Fonte: INEA

Secretária do Ambiente fala sobre licença ambiental do aeroporto Santos Dumont

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, dará entrevista coletiva nesta terça-feira (04/08), às 15h40m, para falar sobre a renovação da Licença de Operação do Aeroporto Santos Dumont, que está vencida.

O tema também será objeto da reunião da secretária com os presidentes da Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro e das Associações de Moradores dos bairros do Flamengo, Botafogo, Urca Laranjeiras e Santa Teresa, que têm feito muitas reclamações sobre os vôos.

A reunião e a coletiva serão na sede da Secretaria Estadual do Ambiente, na Avenida Venezuela, 110 - 5º. Andar, Praça Mauá.

Fonte: Ascom SEA

Indígenas recebem carteira de identidade em Niterói (RJ)

Por iniciativa do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, 12 indígenas serão recebidos, às 17h30m desta terça-feira (4/8), no Posto de Identificação Civil  do Detran em Niterói (Rua Desembargador Lima Castro, 276, Fonseca) para obterem suas carteiras de identidade. Eles estarão acompanhados por defensores públicos. Alguns desses índios não falam ou não entendem a língua portuguesa.  Todos receberão o documento gratuitamente, porque são pessoas pobres na forma da lei e por integrarem um grupo socialmente vunerável.

Fonte: Ascom Detran